domingo, 8 de fevereiro de 2026
Conto do Prêmio Nobel de Literatura
O avião da bela adormecida, conto de Gabriel García Marquez
BY
LITERATURA
Era ela, elástica, com uma pele suave da cor do pão e olhos de amêndoas verdes, e tinha o cabelo liso e negro e longo até as costas, e uma aura de antiguidade que tanto podia ser da Indonésia como dos Andes. Estava vestida com um gosto sutil: jaqueta de lince, blusa de seda natural com flores muito tênues, calças de linho cru, e uns sapatos rasos da cor das buganvílias. “Esta é a mulher mais bela que vi na vida”, pensei, quando a vi passar com seus sigilosos passos de leoa, enquanto eu fazia fila para abordar o avião para Nova York no aeroporto Charles de Gaulle de Paris. Foi uma aparição sobrenatural que existiu um só instante e desapareceu na multidão do saguão.
Eram nove da manhã. Estava nevando desde a noite anterior, e o trânsito era mais denso que de costume nas ruas da cidade, e mais lento ainda na estrada, e havia caminhões de carga alinhados nas margens, e automóveis fumegantes na neve. No saguão do aeroporto, porém, a vida continuava em primavera.
Eu estava na fila atrás de uma anciã holandesa que demorou quase uma hora discutindo o peso de suas onze malas. Começava a me aborrecer quando vi a aparição instantânea que me deixou sem respiração, e por isso não soube como terminou a polêmica, até que a funcionária me baixou das nuvens chamando minha atenção pela distração. À guisa de desculpa, perguntei se ela acreditava nos amores à primeira vista. “Claro que sim”, respondeu. “Os impossíveis são os outros” Continuou com os olhos fixos na tela do computador, e me perguntou que assento eu preferia: fumante ou não-fumante.
— Dá na mesma — disse categórico — desde que não seja ao lado das onze malas.
Ela agradeceu com um sorriso comercial sem afastar a vista da tela fosforescente.
— Escolha um número — me disse. — Três, quatro ou sete.
— Quatro.
Seu sorriso teve um fulgor triunfal.
— Nos quinze anos em que estou aqui — disse —, é o primeiro que não escolhe o sete.
Marcou no cartão de embarque o número do assento e me entregou com o resto de meus papéis, olhando-me pela primeira vez com uns olhos cor de uva que me serviram de consolo enquanto via a bela de novo. Só então me avisou que o aeroporto acabava de ser fechado e todos os vôos estavam adiados.
— Até quando?
— Só Deus sabe — disse com seu sorriso. O rádio avisou esta manhã que será a maior nevada do ano.
Enganou-se: foi a maior do século. Mas na sala de espera da primeira classe a primavera era tão real que havia rosas vivas nos vasos e até a música enlatada parecia tão sublime e sedante como queriam seus criadores. De repente pensei que aquele era um refúgio adequado para a bela, e procurei-a nos outros salões, estremecido pela minha própria audácia. Mas na maioria eram homens da vida real que liam jornais em inglês enquanto suas mulheres pensavam em outros, contemplando os aviões mortos na neve através das janelas panorâmicas, contemplando as fábricas glaciais, as vastas plantações de Roissy devastadas pelos leões. Depois do meio-dia não havia um espaço disponível, e o calor tinha-se tornado tão insuportável que escapei para respirar.
Lá fora encontrei um espetáculo assustador. Gente de todo tipo havia transbordado as salas de espera e estava acampada nos corredores sufocantes, e até nas escadas, estendida pelo chão com seus animais e suas crianças, e seus trastes de viagem. Pois também a comunicação com a cidade estava interrompida, e o palácio de plástico transparente parecia uma imensa cápsula espacial encalhada na tormenta. Não pude evitar a idéia de que também a bela deveria estar em algum lugar no meio daquelas hordas mansas, e essa fantasia me deu novos ânimos para esperar.
Na hora do almoço havíamos assumido nossa consciência de náufragos. As filas tornaram-se intermináveis diante dos sete restaurantes, as cafeterias, os bares abarrotados, e em menos de três horas tiveram de fechar tudo porque não havia nada para comer ou beber. As crianças, que por um momento pareciam ser todas as do mundo, puseram-se a chorar ao mesmo tempo, e começou a se erguer da multidão um cheiro de rebanho. Era o tempo dos instintos. A única coisa que consegui comer no meio daquela rapina foram os dois últimos copinhos de sorvete de creme numa lanchonete infantil. Tomei-os pouco a pouco no balcão, enquanto os garçons punham as cadeiras sobre as mesas na medida em que elas se desocupavam, olhando-me no espelho do fundo, com o último copinho de papelão e a última colherzinha de papelão, e com o pensamento na bela.
O vôo para Nova York, previsto para as onze da manhã, saiu às oito da noite. Quando finalmente consegui embarcar, os passageiros da primeira classe já estavam em seus lugares, e uma aeromoça me conduziu ao meu. Perdi a respiração. Na poltrona vizinha, junto da janela, a bela estava tomando posse de seu espaço com o domínio dos viajantes experientes. “Se alguma vez eu escrever isto, ninguém vai acreditar”, pensei. E tentei de leve em minha meia língua um cumprimento indeciso que ela não percebeu.
Instalou-se como se fosse morar ali muitos anos, pondo cada coisa em seu lugar e em sua ordem, até que o local ficou tão bem-arrumado como a casa ideal, onde tudo estava ao alcance da mão. Enquanto fazia isso, o comissário trouxe-nos o champanha de boas-vindas. Peguei uma taça para oferecer a ela, mas me arrependi a tempo. Pois quis apenas um copo d’água, e pediu ao comissário, primeiro num francês inacessível e depois num inglês um pouco mais fácil, que não a despertasse por nenhum motivo durante o vôo. Sua voz grave e morna arrastava uma tristeza oriental.
Quando levaram a água, ela abriu sobre os joelhos uma caixinha de toucador com esquinas de cobre, como os baús das avós, e tirou duas pastilhas douradas de um estojinho onde levava outras de cores diversas. Fazia tudo de um modo metódico e parcimonioso, como se não houvesse nada que não estivesse previsto para ela desde seu nascimento. Por último baixou a cortina da janela, estendeu a poltrona ao máximo, cobriu-se com a manta até a cintura sem tirar os sapatos, pôs a máscara de dormir, deitou-se de lado na poltrona, de costas para mim, e dormiu sem uma única pausa, sem um suspiro, sem uma mudança mínima de posição, durante as oito horas eternas e os doze minutos de sobra que o vôo de Nova York durou.
Foi uma viagem intensa. Sempre acreditei que não há nada mais belo na natureza que uma mulher bela, de maneira que foi impossível para mim escapar um só instante do feitiço daquela criatura de fábula que dormia ao meu lado. O comissário havia desaparecido assim que decolamos, e foi substituído por uma aeromoça cartesiana que tentou despertar a bela para dar-lhe o estojo de maquiagem e os auriculares para a música. Repeti a advertência que a bela havia feito ao comissário, mas a aeromoça insistiu para ouvir de sua própria voz que tampouco queria jantar. Foi preciso que o comissário confirmasse, e ainda assim a aeromoça me repreendeu porque a bela não havia colocado no pescoço o cartãozinho com a ordem de não ser despertada.
Fiz um jantar solitário, dizendo-me em silêncio tudo que teria dito a ela, se estivesse acordada. Seu sono era tão estável que em certo momento tive a inquietude que aquelas pastilhas não fossem para dormir e sim para morrer. Antes de cada gole, levantava a taça e brindava.
— À tua saúde, bela.
Terminado o jantar, apagaram as luzes, mostraram um filme para ninguém, e nós dois ficamos sozinhos na penumbra do mundo. A maior tormenta do século havia passado, e a noite do Atlântico era imensa e límpida, e o avião parecia imóvel entre as estrelas. Então contemplei-a palmo a palmo durante várias horas, e o único sinal de vida que pude perceber foram as sombras dos sonhos que passavam por sua fronte como as nuvens na água. Tinha no pescoço uma corrente tão fina que era quase invisível sobre sua pele de ouro, as orelhas perfeitas sem os furinhos para brincos, as unhas rosadas da boa saúde e um anel liso na mão esquerda. Como não parecia ter mais de vinte anos, me consolei com a idéia de que não fosse a aliança de um casamento e sim de um namoro efêmero. “Saber que você dorme, certa, segura, leito fiel de abandono, linha pura, tão perto de meus braços atados”, pensei, repetindo na crista de espuma de champanha o so neto magistral de Gerardo Diego.
Em seguida estendi a poltrona na altura da sua, e ficamos deitados mais próximos que numa cama de casal. O clima de sua respiração era o mesmo da voz, e sua pele exalava um hálito tênue que só podia ser o próprio cheiro de sua beleza. Eu achava incrível: na primavera anterior havia lido um bonito romance de Yasumari Kawabata sobre os anciões burgueses de Kyoto que pagavam somas enormes para passar a noite contemplando as moças mais bonitas da cidade, nuas e narcotizadas, enquanto eles agonizavam de amor na mesma cama. Não podiam despertá-las, nem tocá-las, e nem tentavam, porque a essência do prazer era vê-las dormir. Naquela noite, velando o sono da bela, não apenas entendi aquele refinamento senil, como o vivi na plenitude.
— Quem iria acreditar — me disse, com o amor-próprio exacerbado pelo champanha. — Eu, ancião japonês a estas alturas.
Acho que dormi várias horas, vencido pelo champanha e os clarões mudos do filme, e despertei com a cabeça aos cacos. Fui ao banheiro. Dois lugares atrás do meu, jazia a anciã das onze maletas esparramada mal-acomodada na poltrona. Parecia um morto esquecido no campo de batalha. No chão, no meio do corredor, estavam seus óculos de leitura com o colar de contas coloridas, e por um instante desfrutei da felicidade mesquinha de não os recolher.
Depois de desafogar-me dos excessos de champanha me surpreendi no espelho, indigno e feio, e me assombrei por serem tão terríveis os estragos do amor. De repente o avião foi a pique, ajeitou-se como pôde, e prosseguiu voando a galope. A ordem de voltar ao assento acendeu. Saí em disparada, com a ilusão de que somente as turbulências de Deus despertariam a bela, e que teria de se refugiar em meus braços fugindo do terror. Na pressa estive a ponto de pisar nos óculos da holandesa, e teria me alegrado. Mas voltei sobre meus passos, os recolhi, os coloquei em seu regaço, agradecido de repente por ela não ter escolhido antes de mim o assento número quatro.
O sono da bela era invencível. Quando o avião se estabilizou, tive que resistir à tentação de sacudi-la com um pretexto qualquer, porque a única coisa que desejava naquela última hora de vôo era vê-la acordada, mesmo que estivesse enfurecida, para que eu pudesse recobrar minha liberdade e talvez minha juventude. Mas não fui capaz. “Que merda”, disse a mim mesmo, com um grande desprezo. “Por que não nasci Touro?” Despertou sem ajuda no instante em que os anúncios de aterrissagem se acenderam, e estava tão bela e louçã como se tivesse dormido num roseiral. Só então percebi que os vizinhos de assento nos aviões, como os casais velhos, não se dizem bom-dia ao despertar. Ela também não.
Tirou a máscara, abriu os olhos radiantes, endireitou a poltrona, pôs a manta de lado, sacudiu as melenas que se penteavam sozinhas com seu próprio peso, tornou a pôr a caixinha nos joelhos, e fez uma maquiagem rápida e supérflua, o suficiente para não olhar para mim até que a porta foi aberta. Então pôs a jaqueta de lince, passou quase que por cima de mim com uma desculpa convencional em puro castelhano das Américas, e foi sem nem ao menos se despedir, sem ao menos me agradecer o muito que fiz por nossa noite feliz, e desapareceu até o sol de hoje na amazônia de Nova York.
Junho de 1982.
Texto extraído do livro Doze contos peregrinos (Editora Record)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
B de verão
Boa Tarde amigos desconhecidos, o ano da graça de 2026, começa dificil quase não se da pra vé a graça.
Os estados unidos logo nos primeiros dias do ano atacou a venezuela e prendeu o presidente ditador de lá. Hoje de manhã terça-feira um onibus de romeiro do jazeiro do Norte que tinha ido pra os festejos d Nossa senhora das candeias quando retornava para Alagoas capatou na Br deixando 15 mortos: 5 homens 7 mulheres e 3 crianças. e ontem foi achada uma criança de tres anos , uma menina que estava desaparecida a tres dias. de fato 2026 não estar sendo facil.
Mas o ano só começou e coisas boas já estão acontecendo a menina bonita sorriu pra mim.
no mais corrrupção e falta de sexo na minha cidade.
Obrigado por me lerem amigos desconhecidos
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Conto de janeiro
Conto: Carro velho
O carro era velho, foi comprando pra carregar peso o dono ainda gastou uma nota pra concertar alguns defeitos que veio junto com o auto-moto; mais deu certo e o carro funcionou no final.
A primeira vez que o carro foi na capital pegar mercadoria pra loja do seu dono , que ficava numa cidade metropolitana próxima da capital; foi numa sexta-feira de um dia quente e o painel do automôvel não marcava a a quantidde de combustivel que tinha no tanque; assim foram Eles pra capital.
- Como vamos saber se o carro tá acabando a gasolina ? Perguntou o dono do carro pra seu filho que o acompanhava sentado no banco do carona.
- Só quando a gasolina acabar e o carro parar! respondeu o rapaz e os dois sorriram.
Chegaram na capital foram no mercado encheram a mala do carro de mercadoria e voltaram tranquilos pra casa; só que não, próximo de chegarem o carro parou ,pensaram que tinha dado defeito ligaram pra o mecânico , ele veio vê o carro, mexeu pra lá mexeu pra cá; até que descobriu que tinha faltado gasolina no carro.
E o dono do carro se lembrou do que seu filho lhe disse e sorriu.
Humberto principe 24/01/2026
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Mini-conto de verão
Mini-conto: O Bebê e sua Amiga
para: Jose Otavio, lara, Ana Castela
A rede balançava ia e vinha num balanço calmo de almoço de domingo, dentro da rede o Bebê e sua Amiga interagiam de um de um jeito meigo.
Com os olhos fixos sem nem piscar o Bebê olhava pra sua Amiga; quem visse de fora aquilo podia até pensar que ele desde pequerucho já é namorador; mas os de coração puro logo entediam que o Bebê estava admirado com os cabelos de sua Amiga que eram pretos igual ao dele.
A Amiga do Bebê nem notou isso, gostava de acarinhar aquela criança e pronto, enquanto balançava o pequeno na rede a Menina ia absolvendo a parte boa da vida : alegria, amor e paz de domingo.
- Gente vamos almoçar! Falou Dona Sara. fazendo o Bebê sua Amiga e as pessoas que estavam na convivência voltarem pra realidade.
Pedro Fez a oração agradecendo a Deus pelos alimentos e todos foram felizes para sempre.
Humberto Principe 19/01/2025
sábado, 17 de janeiro de 2026
Conto de ano novo
Conto: Nos braços de sua Amiga
Para: José, lara , Miguel, Adriel , Eduarda, Ex. Presidente Bolsonaro, Apresentador Victor Freitas, Apresentadora Isabela Vilanti.
Nos braços de sua Amiga, Ele olhava o planeta e as coisas que tinham nele.
Era uma descoberta a cada olhada; " O que é isso?" , "O que é aquilo?" perguntava pra si mesmo.
Estava acostumado com sua casa, seu Pai, sua Mãe e com os amigos deles que iam lá para vê-lo.
Tinham dois olhos grandes que brilhavam e pareciam duas jabuticabas , a pele branca cheirava a vida nova saída do forno a pouco meses.
Assim Ele ia conhecendo os humanos e o que faziam de suas existências; teve a graça de conhecer a melhor parte do viver que é viver para Deus mesmo estando no mundo, no ordinário do dia a dia; mas só iria compreender isso quando crescesse mas por hoje era um bebê fofo que nos braços de sua Amiga escutava uma canção que ela cantava que falava de Jesus de amor; perto de sua Amiga tinha outras pessoas que cantavam também só que de olhos fechados , tinham também um cara que tocava violão ; estavam rezando aprendeu Ele e gostou.
Nos braços de sua Amiga, José Otavio conheceu um pouco da vida naquela tarde bonita de Janeiro em pleno verão.
Humberto principe 17/01/2026
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Conto de Janeiro
Conto de Natal
Para: Ex. presidente Bolsnoaro, Presidente Lula, Naty, Apresentador Victor freitas, Apresentadora Isabely Vilanti.
Pela estrada Eles iam eram quaze treze pessoas se não me falho a memoria, iam arrumados tinham passado o ano juntando dinheiro pra comprar a roupa de festa.
Dona maria a mãe daquela familia ia com um vestido azul, ornamentado com bolinhas prateadas que ficou uma beleza de se vé, nos pés uma sandalia bege, tinha dado escova no cabelos e passado batom vermelho claro nos lábios.
Seu Raul o Pai daquela familia estava usando um relógio prateado no braço esquerdo , blusa branca de linho de botão, calça comprida da cor preta e sapato social também preto.
O resto da familia eram 4 filhos; duas moças e dois rapazes mais o namorado de uma das filhas e a namorada de um dos filhos a mãe de dona Maria que morava com Eles e o irmão de seu Raul que também morava com aquela familia as outras pessoas eram os vizinhos que iam junto com Eles; todos arrumados era dificil dizer quem estava mais bem vestido.
Era noite naquele dia o Céu enfeitado de estrelas que brilhava uma mais que a outra e a Lua satelite natural da Terra tava cheia e alumiava a estrada bem muito.
Iam contentes , pareciam até que não tinham problemas e depois de trinta minutos , quatro segundos e 27 centessimos de segundos ( pra Eles foi como se fosse um minuto) chegaram na capela de Nossa Senhora da Conceição onde iriam assitir a Missa de Natal.
- Pai ! Mãe! Que Natal Abençoado! Disse o Filho mais velho pra o casal antes de entrarem na igreja.
- Amém Filho ! responderam os dois ao mesmo tempo em seguida a familia entrou na Capela se sentaram e foram assitir a missa com seus corações abrasados com o amor de Deus que continuo com eles por muito tempo mesmo depois do Natal.
Humberto Principe 28/12/2025
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Último post de 2025
FELIZ NATAL
Natal da paz
Natal em paz
as pessoas se
encontram fazem ceia;
vivem o amor
a gratidão de estar
vivo.
Natal da alegria
sorrisos puros se abrem
no rosto das pessoas
que estão contagiadas
com o nascimento
do Deus menino.
Natal do amor,
com licença, por favor,
Obrigado, de nada;
gestos de gentileza
se multiplicam pela
Terra e até na
Estação internacional Espacial.
Natal da paz da alegria
do amor.
Natal de Jesus Cristo
o Emanuel Deus conosco
o Yeshua
Feliz Natal,
Shalom, Shalom!
Humberto Principe 25/12/2025
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